Na década de 70, quando Kenneth Follett ainda era um repórter do London Evening News, ele visitou uma catedral na cidadezinha de Peterborough, para passar o tempo enquanto o trem não chegava. A visita foi o início de uma obsessão que levou quinze anos para se transformar no livro que muitos consideram o melhor do autor de A chave de Rebecca e O buraco da agulha. Os pilares da terra é uma obra diferente das outras deste autor que é um dos preferidos de leitores de todo o mundo. Ao invés de manipular uma trama recheada de espiões e agentes secretos, como é seu costume, Ken Follett mergulha, aqui, na Inglaterra do século XII e na construção minuciosa de uma catedral gótica.
domingo, 20 de junho de 2010
Ken Follett - Pilares da Terra
Na década de 70, quando Kenneth Follett ainda era um repórter do London Evening News, ele visitou uma catedral na cidadezinha de Peterborough, para passar o tempo enquanto o trem não chegava. A visita foi o início de uma obsessão que levou quinze anos para se transformar no livro que muitos consideram o melhor do autor de A chave de Rebecca e O buraco da agulha. Os pilares da terra é uma obra diferente das outras deste autor que é um dos preferidos de leitores de todo o mundo. Ao invés de manipular uma trama recheada de espiões e agentes secretos, como é seu costume, Ken Follett mergulha, aqui, na Inglaterra do século XII e na construção minuciosa de uma catedral gótica.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Santos Populares
sexta-feira, 11 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Será que perdoar significa esquecer?
Há feridas que não esquecemos. Nalgumas situações trágicas, o caminho para curar essas feridas parece passar mais por uma tomada de consciência da profundidade do mal do que pelo esquecimento. Não podemos expelir o mal (em qualquer caso, ele permanece), mas podemos tentar não o disfarçar de forma a deixá-lo ser, pouco a pouco, submergido no amor de Deus e depois transformado. Se o Antigo Testamento fala de «ira de Deus» é porque Deus está magoado e o seu amor para com Israel foi ferido pela infidelidade do seu povo.
O aspecto mais extraordinário da história bíblica (foi isso que os profetas descobriram!) reside no facto de que, por amor, Deus vai para além da sua própria ira: «O meu povo é inclinado a afastar-se de mim; (…) O meu coração dá voltas dentro de mim, comovem-se as minhas entranhas. Não desafogarei o furor da minha cólera, porque sou Deus e não um homem (…)» (Oseias 11,7-9). Para quem perdoa, o perdão é um combate contra a sua própria ira. O ímpeto que sentimos deixa de conduzir a uma reacção violenta para nos levar a uma fractura interior: sacrificar o nosso desejo de justiça para dar um passo em direcção a quem pecou.
O profeta Isaías vai mais longe, descrevendo uma personagem misteriosa nos traços de um servo sofredor: «Alguém cheio de dores, habituado ao sofrimento, (…) menosprezado e desconsiderado. Na verdade, ele tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores. (…) Fomos curados pelas suas chagas» (Isaías 53,3-5).
Os cristãos podem reconhecer neste texto uma antecipação da vida oferecida de Jesus. A paciência de Jesus para com os seus adversários e a sua paixão em Jerusalém deixam pensar que ele não fugiu nem do sofrimento nem daqueles que o queriam apanhar. Em vez de se proteger perante os ataques, ele acolheu verdadeiramente aquilo que se lhe apresentava, sem previsões nem segundas intenções. Se ele pode dizer, na cruz «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lucas 23,34) é porque foi até ao extremo da abertura de amor e consentiu a ser magoado pelas mãos daqueles que amava.
A cruz, neste sentido, toma uma dimensão existencial à qual todos somos confrontados, mesmo os não-crentes: só sofremos verdadeiramente por causa daqueles que amamos. Se o meu inimigo me faz sofrer, isso não surpreende, mas como consentir a sofrer pelas mãos do meu amigo (ver salmo 55,13-15)? Qualquer relação de amor deixa uma porta aberta à vulnerabilidade, à possibilidade de sermos magoados. Recordar isso, não fugir a essa vulnerabilidade, já é uma forma de nos prepararmos a perdoar.
(Comunidade de Taizé)


