"Não passes pelo caminho...deixa antes que o Caminho passe por ti..."
Ao peregrinar, aquele que se põe a caminho vê muitas coisas. Vê com maior profundidade. Mas, ao mesmo tempo, o peregrino tropeça em muitos obstáculos interiores e exteriores.
Partir tem que ver sempre com “cortar”. Para que a partida tenha êxito, devo cortar com o curso habitual da vida quotidiana.
Desde sempre, «andar» teve uma estreita relação com «orar». Não só porque ao andar se orava, mas também porque o andar era uma forma de oração. Os peregrinos andavam o seu caminho orando, e andando oravam.
No caminho necessitamos de indicadores, ou guias, para não nos enganarmos ou perdermos. Os ditos guias estão no caminho. Indicam-nos a direcção. No entanto, as pessoas que encontrarmos pelo caminho podem ser
guias para nós.
No caminho, os peregrinos desejam uma e outra vez hospedar-se. Buscam um albergue onde
possam passar a noite, onde possam sentir-se protegidos e seguros. De caminho, em viagem, um albergue é sempre um alojamento meramente temporal.
O caminho é...uma paragem...um cortar com a vida quotidiana para me reencontrar comigo mesma, com os outros, com a Natureza e com Deus.












