terça-feira, 31 de março de 2020

Vai ficar tudo bem!

E depois de tanto sem escrever voltei, em primeiro lugar, a ter tempo para o fazer e, em segundo lugar, motivos para o fazer. Nestes tempo que vivemos e nunca imaginámos viver estamos privados de tantas coisas que fazíamos e tínhamos como garantidas. Um simples passeio a pé pelo parque, encontrar amigos para um café ou um copo, sair para ver o mar...tantas coisas simples das quais estamos e devemos mesmo estar privados. É temporário, custa, mas é necessário e o mundo vai ter que ser obrigatoriamente melhor depois de tudo isto. 
Para muitos a quarentena e o isolamento social parece ser uma "treta" desnecessária mas o certo é que já salvou vidas. Não custa nada, basta ficar em casa. Sabemos que os tempos são difíceis agora mas ainda vão ser mais quando tudo começar a voltar à normalidade, se é que vamos voltar a ser meramente "normais". 
Desde dia 16 de Março que foi suspensa a minha atividade profissional presencial, estou em teletrabalho mas algo mais forte e maior me fez pôr o pé e o nariz fora de casa. Estar com as pessoas em situação de sem-abrigo que muito pediam para que ninguém as abandonasse. Senti medo ao ir trabalhar e ter de andar de transportes públicos mas nem sequer senti qualquer hesitação quando o tema foi fazer a nossa volta C da Comunidade Vida e Paz. Faz agora uma semana que saímos para a rua, uma equipa bem mais reduzida do que o habitual mas muito mais ceias do que num dia comum, mais de 200 ceias. E tanta gente que encontrámos com fome. Impressionante! Fizemos a diferença e isso foi o mais importante, e tal como nós saíram mais outras 3 equipas para a rua. Todos com receios mas certos que estávamos a fazer o certo. Será uma noite que não nos sairá da memória: uma cidade vazia de gente, vazia de atividade, vazia de conversas e abraços. 

Vai ficar tudo bem!


sábado, 21 de julho de 2018

Pelo sonho é que vamos...com fé!

E hoje, mais que nunca, estas palavras voltam a fazer sentido. Se não for pelo sonho a vida torna-se muito dura e difícil de levar. Que os sonhos se tornem todos realidade.
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconheceos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.
(Sebastião da Gama)