sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É urgente o amor...

Eugénio de Andrade...continua a ser dos meus escritores portugueses favoritos. Sempre muito actual.




É urgente o amor. É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos,muitas espadas.
É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e riose manhãs claras.Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer.

É urgente o amor,é urgente permanecer.


Eugénio de Andrade

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Taizé no Porto


Taizé no Porto...foi uma enorme surpresa para mim. Não no sentido da estrutura do encontro pois já sabia o que ia encontrar...o acolhimento nas paróquias, as famílias de acolhimento, as orações, o reencontrar de amigos. Comecei este encontro um pouco mais cedo, logo na 6.ª feira à noite. Chegada ao Porto fui "parar" à paróquia de Valongo e ao reencontro de uma velha amiga...amizade nascida em Taizé. O acolhimento foi simplesmente 5 estrelas apesar do muito trabalho que ainda havia para fazer.

 


No dia de sábado o aperto na barriga fazia-se sentir na paróquia...quem iria chegar? de que nacionalidades? Toda a equipa estava ansiosa...e as famílias de acolhimento também. Foi um dia de muitas voltas mas muito compensador. À noite a oração no Dragão-Caixa...forte como sempre e a deixar inquietações e muitos questionamentos na cabeça.



O dia de domingo começou com Eucaristia na paróquia seguida de almoço nas famílias. Mais uma vez me senti muito acolhida e verdadeiramente em família. A tarde foi passada no centro do Porto entre workshops, algum passeio e diversão. Como nestes encontros é sempre preciso "estar ao serviço" lá nos restou, a mim e à Clarinha, partir para o nosso trabalho de tradução e projecção de traduções durante a oração da noite. Uma maneira um pouco diferente de viver o encontro.


O dia de 2.ª feira iniciou-se com oração na paróquia seguida de visita aos "sinais de esperança" da paróquia...neste caso visitámos o Lar de Idosos e a Creche da Santa Casa da Misericórdia de Valongo. A tarde foi passada na Igreja da Lapa num workshop sobre Música Sacra. Depois da oração da noite...e de algum trabalho...rumámos até à paróquia onde as obras da Igreja Matriz deram origem a uma festa de Carnaval à maneira. Todos os participantes e famílias de acolhimento juntas também nesta vertente do encontro.








Na 3.ª feira iniciámos o dia novamente com oração na paróquia seguida de outra visita...desta vez ao Centro de Acolhimento de Crianças "Mãe D'Água". O encontro terminou com almoço na paróquia para todos quanto participaram, acolheram e prepararam o encontro na paróquia de Valongo. 






A paróquia de Valongo...toda a equipa de preparação do encontro e o seu pároco estão de parabéns pois conseguiram acolher e congregar tantos jovens chegados de tantos locais diferentes de Portugal e de outros países da Europa. Fizeram-nos sentir verdadeiramente em casa...em família.






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Movimento Shalom...43 anos


Anos 60… Em Portugal governava Salazar e, com ele, a ditadura de um regime que não permitia “ajuntamentos”… Em Angola, uma colónia portuguesa, a ditadura também se fazia sentir. Nesse país em guerra os jovens procuravam algo novo… Luís Carlos sentiu isso… Oriundo dos Açores, em Angola trabalhava, estudava, fazia rádio e teatro. Mas, só aos 22 anos se decide pela vida sacerdotal,entrando no seminário, acolhendo com generosidade o chamamento de Cristo.
O Vaticano II imprime à Igreja a aventura de rejuvenescer o seu rosto… e como resposta ao apelo do Concílio e indo ao encontro dos anseios dos jovens que pediam à Igreja um espaço onde pudessem ser cristãos sem deixarem de ser jovens, surge o Movimento.
Tudo começou com uns encontros orientados pelo Luís Carlos. Daí os seus membros se chamarem “Encontristas”. Mas não foi fácil: alguns pais acompanhavam os filhos aos encontros, com medo do que lhes era ensinado… Estas reuniões de jovens não tardaram a ser interpretadas de outra forma e a PIDE mantinha tudo debaixo de olho…
Iam caminhando, conforme lhes era permitido e, em Fevereiro de 1967, no Huambo (Nova Lisboa), Angola, é realizado o primeiro Encontro Inicial. Com este fim-de-semana em conjunto, sempre descobrindo o Cristo Jovem, surgem novas ideias a serem postas em prática. Ideias polémicas, inéditas mas interpeladoras. Ideias que deram nas vistas e que chamaram a atenção sobre os encontros de jovens que se saudavam com a palavra Shalom…
A missa yé-yé, cantada em ritmos hippies e explicada passo a passo, foi uma dessas ideias, que mereceu o melhor e o pior da imprensa da altura e que abanou mentalidades. Outra actividade foi o Grande Encontro, um encontro de uma semana, com o tema “Justiça e Paz para o Terceiro Mundo”, em Benguela, 1973. Uma iniciativa em pleno período de contestação à guerra colonial e que suscitou as maiores suspeitas da polícia política. Muitas mais actividades foram realizadas, outras impedidas de realizar mas… a “Evangelização dos jovens pelos jovens” começa a fazer sentido…

O Movimento Encontros de Jovens Shalom celebra hoje 43 anos de existência.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Duarte & Companhia



Duarte & Companhia...das melhores séries portuguesas da década de 80. Quem não se lembra do magnífico Citroen 2C que tinha vida própria...ou a mítica frase "Eu nâo sêle chinês, eu sêle japonês!"

Hands


If I could tell the world just one thing
It would be that we're all OK
And not to worry 'cause worry is wasteful
And useless in times like these

I won't be made useless
I won't be idle with despair
I will gather myself around my faith
For light does the darkness most fear

My hands are small, I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken

Poverty stole your golden shoes
It didn't steal your laughter
And heartache came to visit me
But I knew it wasn't ever after

We'll fight, not out of spite
For someone must stand up for what's right
'Cause where there's a man who has no voice
There ours shall go singing

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
I am never broken

In the end only kindness matters
In the end only kindness matters
I will get down on my knees, and I will pray
I will get down on my knees, and I will pray
I will get down on my knees, and I will pray

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken

My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken

We are never broken
We are God's eyes
God's hands
God's mind

We are God's eyes
God's hands
God's heart
We are God's eyes

God's hands
God's eyes
We are God's hands
We are God's hands

(Jewel)