quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sapatos usados


Pelo quarto ano consecutivo a Botaminuto promove a recolha e doação de calçado usado, em bom estado, a instituições de solidariedade social e ajuda a aquecer os pés frios de Norte a Sul do País. Com objectivos cada vez mais ambiciosos, desafiamos os portugueses a darem uma segunda oportunidade aos seus sapatos e a ajudar quem mais precisa.
A Campanha de Solidariedade BOTAMINUTO já ganhou um nível circunstancial de reconhecimento dos consumidores e é já considerada uma tradição da marca. Prova disso são os prémios atribuídos o ano passado, nomeadamente o 1º prémio no concurso do Rock-in-Rio Sustentabilidade - Boas Práticas, e os mais de 15.000 pares de sapatos angariados.
Com a duração de um mês, a campanha terá início no próximo dia 15 de Janeiro e mais uma vez marca presença a nível nacional em todas as lojas Botaminuto, escolas e empresas que solidariamente se associaram a esta causa e servirão de centro de recolha.
Faça parte desta iniciativa e entregue os seus sapatos usados, de adulto ou criança, no ponto de recolha mais próximo de si:

domingo, 16 de janeiro de 2011

Somos de barro

Somos de barro. Iguais aos mais.
Ó alegria de sabe-lo!
(Correi, felizes lágrimas,
por sobre o seu cabelo!)

Depois de mais aquela confissão,
impuros nos achamos;
nos descobrimos
frutos do mesmo chão.

Pecado, Amor? Pecado fôra apenas
não fazer do pecado
a força que nos ligue e nos obrigue
a lutar lado a lado.

O meu orgulho assim é que nos quer.
Há de ser sempre nosso o pão, ser nossa a água.
Mas vencidas os ganham, vencedores,
nossa vergonha e nossa mágoa.

O nosso Amor, que história sem beleza,
se não fôra ascensão e queda e teimosia,
conquista... (E novamente queda e novamente
luta, ascensão... ) Ó meu amor, tão fria,

se nascêramos puros, nossa história!

Chora sobre o meu ombro. Confessamos.
E mais certos de nós, mais um do outro,
mais impuros, mais puros, nós ficamos. 

(Sebastião da Gama)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não te quero senão porque te quero

No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.

Tal vez consumirá la luz de Enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego.

Pablo Neruda Cien Sonetos de Amor (1959) Soneto LXVI