Poucas são as pessoas que passam por Taizé e não se sentem tocadas por Deus. Por muitas palavras que se utilizem para descrever o que é a aldeia de Taizé e o que nela se passa isso não é possível. Não se descreve o que cada um sente numa oração comunitária...numa reflexão bíblica ou até mesmo no trabalho comunitário. Taizé sente-se...não se explica.
A Comunidade de Taizé está esta semana em festa...são 70 anos de existência...milhões de jovens e adultos que por lá já passaram. Muito trabalho feito também com as populações mais carenciadas do Mundo. Fantástico este projecto que um simples homem de nome Irmão Roger.
No dia 20 de Agosto de 1940, em plena Guerra Mundial, o irmão Roger chegou sozinho a Taizé, com o projecto de fundar uma comunidade. Morreu a 16 de Agosto de 2005, assassinado por um acto doentio de uma senhora durante a oração comunitária da noite.
Hoje, a Comunidade de Taizé reúne uma centena de irmãos, católicos e de diversas origens evangélicas, vindos quase trinta países diferentes. Através da sua própria existência, ela é uma «parábola de comunidade»: um sinal concreto de reconciliação entre cristãos divididos e entre povos separados.
Os irmãos da Comunidade ganham a sua vida pelo próprio trabalho. Não aceitam qualquer donativo. Nesse mesmo sentido, se um irmão recebe uma herança familiar, a Comunidade oferece-a aos mais pobres.
Alguns irmãos vivem em zonas desfavorecidas do mundo, para serem aí testemunhas de paz perto daqueles que sofrem. Em pequenas fraternidades, os irmãos vivem em bairros degradados na Ásia, na África, na América latina. Procuram partilhar as condições de vida dos que os rodeiam, esforçando-se por serem uma presença de amor junto dos mais pobres, dos meninos de rua, dos prisioneiros, dos moribundos, dos que estão interiormente feridos por rupturas afectivas ou pelo abandono.
Ao longo dos anos, jovens em número cada vez maior chegam a Taizé, vindos de todos os continentes, para viver semanas de encontros. Irmãs de Santo André, uma comunidade católica internacional fundada há mais de sete séculos, irmãs Ursulinas polacas e irmãs de São Vicente de Paulo assumem uma parte das tarefas ligadas ao acolhimento dos jovens.
Pessoas responsáveis na Igreja também vêm a Taizé. A comunidade acolheu assim o Papa João Paulo II, quatro bispos de Cantuária, metropolitas ortodoxos, os catorze bispos luteranos da Suécia e numerosos pastores do mundo inteiro.
A partir de 1962, irmãos e jovens, enviados por Taizé, não cessaram de ir, na maior discrição, aos países da Europa de Leste, para estarem próximos dos que estavam presos dentro das suas próprias fronteiras.




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